Autoresponsabilidade, maturidade emocional

Conto:

O Galo de Tchou ‘Certa vez, em Tchou, o sábio Ki Siao Tzu aceitou adestrar um galo de briga para o rei da região. Dez dias depois do começo do treinamento, o rei perguntou: “O galo está pronto para a briga?” Mas o treinador respondeu: “Ainda não. Ele está vaidoso e arrogante.” Doze dias depois, sentindo já uma ponta de ansiedade, o rei repetiu a mesma pergunta.“Impossível”, insistiu o adestrador: “Ele ainda reage a cada sombra e a cada ruído”. Passaram-se mais duas semanas. O rei chamou Ki Siao Tzu à sua presença e, mal disfarçando a sua insatisfação com a demora, pediu novamente notícias do galo. “Nada, ainda”, disse o adestrador. “Ainda está com o olhar muito irritado e um ar de triunfo.” Finalmente, dez dias depois, o rei, mais calmo, perguntou pelo galo. Esta vez, Ki Siao Tzu respondeu: “Ele está quase pronto. Quando os outros galos cantam, isso não o incomoda em nada. Quando se olha para ele, fica indiferente como se fosse feito de madeira. Sua força interior é perfeita.” A esta altura, os outros galos já não ousavam aproximar-se dele. Pelo contrário, desviavam-se e iam embora.” A história acima é atribuída a Lie-Tzu, um dos mestres do taoísmo, e pode ser aplicada à arte da estratégia. Ela ilustra bem as qualidades requeridas para lidar com os conflitos segundo a filosofia oriental. De fato, quem não sabe lutar busca o conflito. Quem sabe lutar evita o conflito e prefere a paz. O mesmo princípio vale para demonstrações de força de qualquer tipo. O cidadão inexperiente procura mostrar aos outros a força que possui. O tolo, por sua vez, procura aparentar uma força que não tem. Já o guerreiro sábio ignora as demonstrações externas e apenas corta seus próprios hábitos de desperdício, deixando que sua força interior cresça. “É melhor vencer sem lutar” – Sun Tzu

ELEVA Desenvolvimento Pessoal

[‘O Galo de Tchou’ – excerto da obra “Três Caminhos para a Paz Interior”, de Carlos Cardoso Aveline]

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