Em busca do just right, o simplesmente ideal.

Comprometida com minha própria consciência e existência, tenho tentado não sucumbir aos altos e baixos de dias tão intensos e tensos.

Dias de interações extraordinárias, de trabalhos online que exigem interação e disponibilidade a todo o momento, dias em que pessoas comunicativas e expansivas, como eu gostam, mas nem tanto assim. Sou do tipo que ama se comunicar e viver e trabalhar com pessoas, me relacionar, ensinar, aprender, inspirar, rir, abraçar e agradecer como a música da Maria Bethânia. Conhecem?

“Abracei o mar na lua cheia Abracei o mar Escolhi melhor os pensamentos, pensei Abracei o mar É festa no céu é lua cheia, sonhei Abracei o mar E na hora marcada Dona alvorada chegou para se banhar E nada pediu, cantou pra o mar (e nada pediu) Conversou com mar (e nada pediu) E o dia sorriu Uma dúzia de rosas, cheiro de alfazema Presente eu fui levar E nada pedi, entreguei ao mar (e nada pedi) Me molhei no mar (e nada pedi) só agradeci.”

Mas sou uma extrovertida que é na verdade introvertida. Preciso de calma, de silêncio e de meu tempo. Preciso de tempo para aquietar a alma, os pensamentos, alinhar a coluna e ver por dentro.

Procuro nos meus estudos pessoais, fortalecer o que me sustenta, o que eleva e ancora minha energia. E nas minhas investigações e estudos, encontrei um poema de meu avô, escrito há muitos anos atrás, muito mais que minha própria idade.

Estuda-te a ti próprio, como o sábio que a mais profunda ciência anatomiza. A frase triste que te vem ao lábio um poema doloroso sintetiza. Vê, tudo ascende, em marcha lenta e grave, ao termo criado pelo misterioso. O que hoje pesa há de amanhã ser suave de modo surpreendente e milagroso.”

É realmente exigente trazer à luz da consciência nossas escolhas diárias, desde a hora que abrimos os olhos até a hora que “desplugamos” deste mundo e vamos dormir; sonhar e navegar por outros mundos.

Se tudo está mesmo em nossas mãos como os grandes filósofos e pensadores dizem; então está em nossas mãos escolher a melhor rotina possível, atividades e compromissos que funcionem a nosso favor.

A qualidade dos nossos hábitos é fundamental para atingirmos a excelência nas mais diversas áreas da vida. Manter a consciência grande parte do tempo, revisar diariamente as escolhas feitas durante o dia e ajustar o que não deu certo, o que foi demais ou de menos.

James Clear, cita no seu livro Atomic Habbits, a regra da Goldilocks, a nossa Cachinhos Dourados. Essa regra fala sobre como se manter motivado na vida e trabalhar a seu favor. A ideia é definir metas, estratégias e ações que sejam adequadas, e suficientemente desafiadoras para nos manter ativos, interessados e comprometidos com nossos objetivos. Na história da Goldilocks, ela testa comidas, camas, cadeiras até encontrar a ideal para ela; nem grande demais, nem pequena demais, e sim a ideal.

Devemos definir nossos desafios de forma que não sejam fáceis demais e nem incrivelmente complicados a ponto de desistirmos ou ficarmos com preguiça e procrastinando para fazer acontecer. Para atingir o estado de Flow (amo esta palavra e a sensação de viver no flow), precisamos encontrar este equilíbrio, o just right, o simplesmente ideal e que funciona ao nosso favor.

Por que às vezes escolhemos caminhos que vão justamente ao contrário do que queremos ou precisamos? Pior que isso, em alguns momentos, escolhemos situações que nos afastam de quem queremos e podemos ser, do que queremos alcançar e realmente fazer, transformar, mudar e viver.

Em breve, lançarei o Fluir, um projeto feito para pessoas como você e eu que procuram ser a melhor versão de si mesma e viver de forma leve, alegre, suave e fluída; ao mesmo tempo produtiva, animada, interessante e cheia de resultados incríveis.

Finalizo esse texto de hoje, grata pela oportunidade de escrever para vocês e integrar o que transborda em mim.

Dani.

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