Estudo fino sobre a vida.









Como uma buscadora na vida, transito no dia a dia a procura de saídas, alternativas, caminhos, experiências e fui desenvolvendo um olhar receptivo à vida. Quando uso a palavra olhar me refiro ao olhar do coração e também às compreensões sobre o que quer que esteja vivendo.

Tinha um questionamento que me visitava uma vez ou outra sobre quando realmente estaria bom, pronto, ideal, suficiente, quando daria certo, quando as coisas ficariam mais calmas, mais serenas, quando as pessoas (inclusive eu) deixariam de reclamar, ficar insatisfeitas, sofrer.

Essas questões traziam uma sensação de desencaixe no dia a dia, nas relações, inclusive com meu corpo, minhas escolhas, minha trajetória. Quase como se tivesse errado, pisado na bola, não tivesse feito as melhores escolhas.

Com o tempo e acompanhada pelos meus estudos do caminho interior, entendi que romantizei muito a vida e cada experiência aqui vivida. Esperava da vida o que ela já estava me dando, mas eu não via, então fazia dos meus dias uma luta sem fim, carregava uma culpa que não tinha nem a quem atribuir, mas eu carregava.

Enquanto navegava nessas questões internas, escutei e li em alguns lugares, que o que tinha me levado até onde estava não era o que iria me levar para onde queria ir. (O que te trouxe até aqui não é o que te levará para o próximo nível). Parece óbvio, né? Mas não é, pelo menos para mim não era.

As informações e mudanças que eu queria precisavam de um ajuste, um detalhe, um conhecimento, uma compreensão diferente. Precisavam que organizasse a minha casa interior para poder


procurar o que eu precisava para dar os passos necessários na direção correta e harmonizar minha casa exterior. Para poder tomar decisões que me libertassem da tal da culpa, do medo, da vergonha, do fracasso. Ou decisões que fortalecessem minha autonomia, autenticidade, individualidade, força, delicadeza, gentileza.

Então comecei a viver os dias procurando pistas, sinais, desvendar o mistério de SER quem eu sou nesse mesmo tempo aprendi a ser uma testemunha da minha existência. Acolher, abraçar, agradecer, e sim, em outros momentos sofrer, chorar, ter medo, raiva, tristeza. Mas sem d


úvidas, a gratidão por cada experiência começou a ocupar um lugar especial em mim.

A vida ficou menos romântica, e verdadeiramente entendi que precisava me empenhar mais no que eu buscava estudar, ler, praticar, avançar, recuar, desapegar, mudar os planos para ajustar a bússola interna.

Suspiro. Aos poucos fui sendo cada vez mais EU.

Por isso que acredito tanto no poder do compromisso com o crescimento pessoal. É algo que depende somente de cada um de nós e que só nós podemos fazer. É algo como bater no peito e reconhecer a potência que se é, e isso não significa que nunca podemos cair ou errar ou ter medo ou se sentir inseguro. Na verdade significa saber que sentir é estar vulnerável e no reconhecimento dos nossos sentimentos e emoções, nos fortalecemos e assumimos o controle da própria vida. Controle somente sob o que está sob a nossa gestão, não é mesmo? Ou seja, nossos pensamentos, sentimentos e ações. Ser coerente. Algo simples e óbvio, mas que para girarmos essa chave é preciso investir em autodesenvolvimento. Daqui desejo ótimos estudos para vocês. Seguimos juntos nesse estudo fino sobre a vida.

Dani.


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