Existe um ritmo.

Ritmo de dentro

Do corpo e da mente.

Ritmo interno

Para cada momento da vida existe um ritmo interno que orienta e dá o tom do nosso dia. No entanto, fazemos questão de nos especializarmos em confundir o som, o tom, o timbre, os sinais.

Acredito que isso se deve ao fato de nunca termos aprendido na escola, que entender de si mesmo, é essencial. “O essencial é invisível aos olhos.” Como diz Antoine de Saint-Exupéry.

Desta forma, focamos esforços em fraquezas, dores e no que não queremos para a vida. Focamos nos incômodos, no que nos tira do sério, no que nos adoece. E quando perguntamos o que é mesmo que queremos nem sempre sabemos responder; como também não responder quem somos ou como estamos.

Como você está no momento? Eu estou isso ou aquilo. Bem, na verdade bem verdadeira, um basicão sobre si você deve saber. Mudar, ajustar e reorganizar si mesmo é acontecimento diário.

Cada dia é recomeço. Por isso é tão importante o olhar e a sensibilidade ao que pulsa dentro. Qual o seu ritmo? Será que tem feito mesmo o que gosta? O que te nutre no meio de tantas “coisas” (informações) que nos dizem o que devemos ser e fazer?

Já tem um tempo que decidi escutar a mim. Entender o que se passa dentro deste corpo, por esta mente e por essa alma que me habita.

Cada dia fico mais feliz e agradecida por me acolher, por me aceitar, por me fortalecer. Sabe a sensação de era isso mesmo que estava procurando?

Nem tudo é bacana, nem tudo fica maneiro com o tempo; nem mesmo com os entendimentos, mas certamente fica com menos enganos, com mais verdade, com discernimento e gratidão.

E quando no meio da multidão que me habita e das atividades que me predisponho a realizar fico confusa, doída, sem saber o que de fato focar, olhar, medir e como agir, falar, aprendi a confiar em meu SILÊNCIO.

Silencio que permite sentir o meu ritmo, minha dança com passos tão meus que fica delicioso dançar e sentir o pulsar do meu coração.

Às vezes é o silêncio que fala, que deixa evidente a dor, o erro. E só assim, podemos escolher diferente, escolher cuidar do que não cuidamos, amar quem não amamos, lidar com o que não enfrentamos.

Até,

Dani.

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