O meu amadurecimento emocional vem de longe.


Desde muito nova escutava que era precoce, madura e que não aparentava ter a idade que tinha. Achava curioso isso e também o máximo. Meus irmãos eram mais velhos que eu e esse tipo de reconhecimento me colocava um pouquinho perto deles.

Não só meus irmãos mas também meus pais eram mais velhos. Quando nasci minha mãe tinha 44 anos e meu pai 49. Meus irmãos tinham 18, 16 e 14 anos, e então eu cheguei e recebi de presente uma família maravilhosa e fui sempre muito acolhida.

A verdade é que realmente o meu contexto de vida contribuiu muito para que eu amadurecesse emocionalmente ainda novinha até mesmo na minha infância.

Tinha interesses por assuntos mais densos, pelas relações, pelas razões e porquês.

Hoje em dia, entendo com clareza, que minha alma de buscadora já era questionadora desde sempre. Gostava de saber sobre histórias de pessoas, de realizações, de acontecimentos e transformações.

Quando fui conquistando minha independência e autonomia mergulhei em estudos sobre espiritualidade, corpo, mente e desde então, estudo e procuro aprofundar meu conhecimento. Fui aprendendo a escolher as melhores experiências para guiar meu caminho, se não tocava meu coração eu escolhia outra trilha rumo a uma nova jornada. E nesse caminhar fui acompanhada por leituras muito importantes para a o meu amadurecimento diante da vida.

Encontrei a trilogia do Castañeda que me apresentou o universo do xamanismo e mistérios das plantas medicinais. Depois encontrei Dalai Lama que me ajudou na busca pela minha felicidade. As sete leis espirituais do sucesso do Deepack Chopra entrou na minha história bem cedo e me fortaleceu. Encontrei também Jasmuheen que me ajudou a entender sobre viver sem tantos alimentos e que sim existem outras formas de viver. A trilogia de viagens pelo Brasil de Spix e Martius, que foi base para minha monografia quando me formei em História, inspirou e me transportou para aventuras e descobertas incríveis.

Acho que o poder de transportar o leitor para outro mundo, ampliar o olhar e traduzir em palavras o que se sente por dentro são presentes que recebemos ao nos entregarmos a leitura.

Li alguns livros sore espiritismo, me conectei com Chico Chavier, depois com a meditação, com o xamanismo e em seguida com a energia da floresta, seus mistérios e bênçãos.

Quando escolhia um livro, lia as páginas como quem procura por achados e de buscadora fui me tornando achadora. Ia encontrando as informações que me conectavam com minha essência e reforçavam meus valores.

Os livros que chegavam na minha vida me impulsionavam para ser melhor, cada vez um pouquinho melhor.

Quando encontrei Kalil Gibran em O Profeta fiquei encantada, inspirada e acolhida pela linguagem dele. Logo depois li Sidarta de Herman Hesse que foi esclarecedor e me ajudou a compreender melhor a existência.

Esses são alguns dos livros que fizeram parte da minha compreensão da vida, do meu amadurecimento emocional e espiritual.

Aos poucos trarei mais alguns livros inspiradores e que foram estruturantes para que eu me organizasse e compreendesse os desafios da vida.

E sabe quando disse que meu contexto familiar teve muita influência no meu amadurecimento? Pois é, foi assim, por um bom tempo me inspirava nas leituras e músicas que meus irmãos gostavam.

Pablo Neruda, Clarisse Lispector, Milton Nascimento, Lô Borges, Gênesis, Xamanismo, Experiências espirituais, devocionais, Deepack Chopra, Casntañeda, Pink Floyd... esse era o meu mundo de adolescente.

Ops, calma, acabei de lembrar que sim, tive uma fase de música baiana na minha vida, adorava dançar e ir para os bailinhos de carnaval. Enfim, faz parte, não é mesmo?

Bem, foi ótimo relembrar todos esses livros que me ajudaram a ser quem sou desde muito nova.

Seguimos estudando e crescendo por dentro.

Dani.



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