O tal do efeito platô

Durante toda minha vida, sempre tive o desafio de cuidar do meu corpo, de emagrecer, embora eu praticasse esporte e danças como Ballet clássico e contemporâneo e jazz, tinha que ter um cuidado enorme com o que comia.

À medida que fui amadurecendo, fui emagrecendo. Alguma fase mais cheia em outras mais magra, mas a verdade é que se eu não cuidasse, logo ficava gordinha. Na minha busca sobre como encontrar o equilíbrio do meu corpo, do meu metabolismo, fui a muitos nutricionistas e endocrinologistas. Estudei os alimentos, especialmente porque sou vegana e gosto de entender sobre o que estou comendo. Mas tinham fases em que meu peso estagnava, mesmo com empenho, dietas e outras coisitas mais, simplesmente não engordava e nem emagrecia.

Entendi que existia o tal efeito Platô. Você conhece? É quando o corpo acostuma com a rotina, com os alimentos, quantidades e fica estagnado. Para sair deste efeito é preciso fazer alguma coisa diferente, testar novos alimentos, ajustar treinos…

Aonde quero chegar…

Quando entendi que mesmo com meu compromisso, algumas vezes chegava ao platô, não só na alimentação e treino, mas também na minha vida pessoal e profissional. Sim, existe este efeito nas diversas áreas da vida. É quando nossas ações não trazem mais o resultado que queremos. É quando estamos naquela zona de segurança/conforto e não queremos ver que precisamos dar uma mexida, fazer alguns ajustes, fazer o óbvio, não se boicotar, encontrar novos desafios, fazer uma limpa nos hábitos que já não nos auxiliam mais e substituir por outros que nos levem além.

A experiência que estamos vivendo na terra é única, neste formato, com este corpo, com estes núcleos de relacionamentos que escolhemos, com as circunstâncias que estão sendo dadas. Por que não escolher ser melhor que ontem? Por que não escolher a vida que se quer viver e fazer escolhas mais alinhadas com o que desejamos, com nossos sonhos?

Talvez entender isso a nível mental seja simples, mas a diferença e os resultados só aparecem quando nos realinhamos internamente, escolhemos os hábitos que podem nos fortalecer, escolhemos com o que devemos nos comprometer para sermos o que quisermos.

Isso envolve muito empenho, autoconsciência, autocontrole e estratégias para entender o processo e manter a consistência com foco no resultado que queremos alcançar.

Gosto de me testar, de fortalecer meus compromissos internos. Agir de forma deliberada melhora nossa confiança interna e na vida e de quebra nos leva para onde queremos chegar.

Consistência é minha palavra este ano. Você já escolheu a sua?

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