Que papo é esse de produtividade?

Sempre me achei uma pessoa muito produtiva e prática. Um tanto racional e em busca de solução para tudo da forma mais rápida possível porque tinha uma questão que precisava de atenção, eu tinha um filho e minha prioridade sempre foi ter tempo para aproveitar da melhor forma possível o presente de ser mãe. Primeiramente, mãe do Matheus e depois mãe da Maria Flor. Quando fiquei grávida do Matheus eu tinha 19 anos. Ainda não tinha demandas de trabalho e estudo. Era estagiária, estudava, tinha minhas rotinas de esporte e criações diversas, mas depois que o Matheus nasceu e eu comecei a minha vida profissional de fato, tudo ficou diferente.

O meu tempo era precioso e precisa ser o mais eficiente possível para finalizar todas as tarefas o quando antes para cuidar e aproveitar as delícias da maternidade, além de obviamente cuidar das coisas de casa e tanto mais. No meio disso, lidar com todas as frustrações do dia, da vida e do corpo, e batalhar para conseguir ter dinheiro para fazer tudo que queria fazer. Altos e baixos, aprendizados, terapias, dias que algumas coisas davam certo, e outros dias em que muitos ajustes de expectativas eram feitos.

Ser produtiva sempre foi uma meta para mim. O que aconteceu por muito tempo é que eu me disponibilizava a fazer mil e uma atividades em um dia, o que dava certo algumas vezes, mas em compensação eu ficava acabada no dia seguinte, meu nível de energia ia embora, ficava mal humorada, sem motivação. Não era legal! Outras vezes, a vida mostrava direitinho que não dava para fazer tudo que eu queria fazer, porque algumas coisas dependiam de outras pessoas e então tive que aprender lidar com minha intolerância e impaciência.

Estou contando tudo isso para dizer que hoje em dia, anos e anos depois a procura de um equilíbrio e de ações que me trouxessem resultado sem me detonar, tenho outro olhar sobre a produtividade e sobre o impacto que focar em ser produtiva e em busca da minha alta performance tem no meu dia a dia.

Atualmente entendo que ser produtivo está mais relacionado com a qualidade do meu tempo do que quanto mais coisas eu consigo fazer. Não adianta nada está sempre ocupada, tendo crises de ansiedade e correndo o tempo todo. O preço que paguei foi caro demais.

Fiquei confusa em muitos momentos, perdi a clareza, não planejava com discernimento e isso afetou muito meus negócios e minha vida pessoal, especialmente minha maternidade. Aos 26 me tornei mãe também da Maria Flor. E queria continuar fazendo tudo do mesmo jeito.

O melhor que fiz por mim foi entender que preciso me organizar dentro do meu contexto de vida. E que me sentir culpada por cuidar de mim era o primeiro passo para ser altamente improdutiva, chata e desagradável.

Reflexão feita, downloads atualizados, “resolvi mudar e fazer tudo que eu queria fazer…”.

Calma, calma, nem tudo, mas ajustei muitas coisas. Primeiro, decidi que sempre teria um tempo para mim, utilizaria este tempo para o que fosse melhor, para o que me conectasse com minha essência, com minha força. Até hoje sigo firme com esta decisão, nem sempre dá para fazer tudo que eu quero, mas procuro ajustar para me nutrir: meditar, correr, yoga, escrever, tomar um chá ou café delicioso com leite de amêndoas, ler, tomar um banho longo, cuidar do meu cabelo, da minha pele, descobrir alguma playlist nova, enfim, qualquer coisa que me inspire.

Depois de incluir esse tempo de autocuidado na minha rotina, percebi que este momento era fundamental, renovava minha energia e aí sim, tinha energia para dar para meus filhos, alunos, trabalho.

E aqui vão mais alguns hábitos que me ajudam a ter resultados:

– Defino objetivos e prioridades.

– Sempre que tenho uma ideia, ou uma demanda, anoto no meu planner;

– Tenho um arquivo de coisas que quero fazer, mas que meu contexto atual não permite;

– Utilizo a regra dos 5 segundos da Mel Robins; https://melrobbins.com

– Utilizo a ideias do GTD (Getting Things Done); ( se quiser saber mais eu gosto da forma como a Thais Godinho explica: https://vidaorganizada.com

– Aprendi a delegar e procuro não me apegar ao resultado; Confiar no outro;

– Procuro sempre me lembrar de que só posso controlar o que vem de mim; Penso: – o que só eu posso fazer?

– Entendi que se queria ser produtiva, precisava gerenciar a mim mesma. Sim, estudei como gerenciar o tempo e minha própria vida;

– Percebi que tenho dificuldade de concentração e testei várias formas de manter meu foco, me organizar, planejar e colocar em ação;

– Acho bom trabalhar com blocos de atividades, tempo de concentração, descansos;

– Diariamente lembro que não preciso dar conta de tudo, que isso é uma ilusão; trazer consciência para este pensamento me ajuda a ser mais compassiva e me lembra da minha humanidade;

Gosto de trabalhar com projetos e faço o mesmo no meu desenvolvimento pessoal, planejo, escolho, coloco em ação, verifico o resultado e faço uma análise, procuro melhorar e coloco para jogo de novo. Um ciclo de cada vez, com calma, autoconhecimento, clareza, disciplina e compromisso; assim tenho resultados que me inspiram, me trazem confiança e sentimento de que estou fazendo o meu melhor diariamente de forma mais gentil e acolhedora comigo mesma.

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