Que tanto você está disposta a deixar ir o que já não faz mais parte de você?


Por algum tempo resisti a mudanças de coisas que gostava muito de fazer, simplesmente porque não via outra forma de acontecer e de acolher isso ou aquilo na minha vida. Como uma boa controladora achava que, se tinha aprendido a fazer uma determinada tarefa ou adquirido um hobbie ou uma forma de ser que fez muito sentido para mim por um tempo, não podia admitir internamente que chegara o momento de dar novos significados a essa atividade e essa forma de ser. Ficava lutando contra as circunstâncias que me eram apresentadas no jogo da vida. Sentia incômodo por não poder manter o padrão, o formato, o hábito e ficava criando uma guerra interior muito bem camuflada. Nesse lugar interno, quem ganhava força era meu ego, meu egoísmo, minha ingênua sensação de que tudo que acontecia era por conta de mim, para mim, por mim.


Respiro e solto um longo e profundo suspiro. A vida não é só sobre si mesmo. Somos tantos e é preciso abrir espaço para a autenticidade do outro. É preciso lembrar que a vida e as pessoas não estão contra você e que não existe uma conspiração querendo que você prove nada.


Acredito que cheguei a uma nova fase, madura, real e singular. Acho que além de sermos buscadores devemos ser acolhedores de nós mesmos. Devemos perceber quando é nossa criança que está no comando ou quando é nosso ego, e conscientemente escolher o nosso sábio interno.

Aquele que sabe e confia na abundância da vida e das relações. Aquele que abre o coração para novas formas de ser, onde podemos integrar tudo que já fomos e o que estamos dando conta de ser. De forma que o medo não seja alimentado, nem a vergonha, nem a culpa por termos que encontrar novos lugares, ajustar os passos, organizar a bússola interna e sermos radicalmente sinceros com o que flui e com o dá aquele nó na garganta.


Entendi que é muito importante se colocar a disposição do universo para poder enxergar e mudar. Faço isso me dando conta da frequência que sintonizo e dos nós que dou nas minhas relações.


Uma vez que trazemos consciência para essas dores e incômodos; para o egoísmo e controle do ego; para a imaturidade e medos que carregamos da nossa história de alma, temos condições de escolher fazer diferente e seguir em frente com novos ares, novas lentes e formas de existir.


Sabe, tá tudo bem não ser como você foi. Tá tudo bem acolher quem você é, o envelhecimento e amadurecimento. Tá tudo bem não fazer questão de tantas coisas mais.


Tá tudo bem dar a vez ao outro. Tá tudo bem deixar o outro triunfar ao invés de você. Nem sempre é sobre você. É sobre os relacionamentos que você constrói, sobre ser verdadeiramente coerente e saber a hora de abrir mão, pedir desculpas, encontrar novos caminhos e colocar sua autenticidade no mundo, sem travar a vida de ninguém.

Seguimos nos downloads de cada fase.



Seja bem vinda, querida nova parte de mim.

Com bem querer e gratidão à vida,

Dani.

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