Sobre escrever

Sabe aquelas coisas que temos vontade de fazer, mas que não damos o devido crédito?

Começar um blog era uma dessas coisas. Desde a minha adolescência gosto de ler, não somente livros como também revistas, artigos, blogs, entrevistas. Aprendo muito com as histórias dos outros e me conecto facilmente com histórias de garra, superação, determinação e aventuras.

O hábito da leitura caminha junto com o de escrever e de ter sempre por perto um caderno, um bloco de anotações, um lugar aonde eu pudesse me revelar. Aonde eu pudesse escrever tudo que se passa por dentro sem me julgar. Isso é importante para que eu entendesse melhor meus processes internos. Sou uma pessoal bem visual, aprendo o que escrevo e desenho.

Quando decidi começar o blog, confesso que me achei ousada, mas também sentia que escrever e partilhar um tanto dos meus entendimentos sobre a vida poderia ajudar quem estava lendo.

Escrever nos meus cadernos foi sempre um momento de “respiro”, de entrega e acolhimento de mim mesma por mim e pelas páginas em branco. Sem dúvidas, muitas curas foram realizadas, cartas escritas, declarações e transformações devidamente feitas.

É um processo de limpeza, de abertura e confiança. Está tudo dentro de nós, não é verdade?

Uma vez escutei que tudo que eu precisava estava dentro de mim. Resolvi acreditar e parar para escutar, sentir e permitir fluir deste lugar. Criei dentro de mim um espaço de partilha e acolhimento da vida que acontecia através dos meus olhos, palavras, sentimentos, dores, erros, inseguranças, medos, ansiedades e sonhos.

De vez em quando folheio um caderno e outro; definitivamente consigo ver e reconhecer lugares profundos que não fazem mais parte de mim e outros que permanecem firmes, fortes e seguros. Sei exatamente o momento de origem de vários passos que continuo dando na direção que escolhi. Revejo compromissos, refaço votos, sintonizo o meu EIXO.

Atualmente tenho repetido internamente que daqui só pra frente! Vamos vivendo e testemunhando a nossa própria existência com amor, compaixão e honrando os tantos momentos de uma vida tão simples e única como qualquer outra.

Até breve!

Dani.

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